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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Matéria veiculada pelo Jornal O DIA com a participação do sócio Paulo Cruz

Momento é bom para alugar um imóvel

Oferta para locação cresceu 412%, de acordo com um levantamento da Secovi Rio

CRISTIANE CAMPOS

Rio – Quem está procurando imóvel para alugar, vai encontrar um cenário favorável para negociação. Isso porque há mais unidades disponíveis. E, com isso, as chances de obter um desconto no valor do aluguel ou até na renovação do contrato aumentam.


Oferta para alugar um imóvel aumentou, de acordo com o Secovi RioDivulgação

Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) afirma que, de 2012 para cá, a oferta para locação cresceu 412%. Segundo ele, esse cenário é reflexo de dois movimentos: de pessoas que compraram imóvel antes da crise com a finalidade de alugar nos próximos anos e os de proprietários que estavam com o imóvel parado há algum tempo. “Voltamos ao patamar de 2012 na locação residencial, quando o metro quadrado era de R$ 34, em média. A negociação hoje está mais flexível e o inquilino deve aproveitar a oportunidade”, diz Schneider. Outro dado do Secovi Rio que confirma a tendência aponta que em julho de 2016 foram alugados 8.576 imóveis. Já em julho deste ano, foram 11.723, alta de 36,70%.

Giovani Oliveira, gerente-geral de locação e compra e venda da Apsa, confirma que os proprietários estão mais flexíveis. “Procuramos orientar, com nossa experiência e informações estatísticas sobre o mercado, de forma que o aluguel seja pactuado dentro do valor praticado para aquela região e perfil de imóvel. Com essas informações, o proprietário fica seguro de que está fazendo um bom negócio. A consequência é um crescimento na quantidade de novos negócios, mas lembrando que o maior volume de imóveis disponíveis também é uma realidade”, ressalta. A questão da redução dos valores, segundo Giovani, é percebida em praticamente todas as regiões, cada uma com uma variação específica. “As maiores variações negativas são as da Zona Sul”, conta.


Edison Parente Neto, da Renascença, diz que os proprietários têm que entender que na crise o valor de mercado do imóvel será ditado pelo momentoDivulgação

Edison Parente Neto, vice-presidente comercial da Renascença Administradora, comenta que na imobiliária o número de unidades ofertadas para locação aumentou muito em dois anos. “O proprietário precisa entender que na crise o valor de mercado do imóvel será ditado pelo momento. É melhor estar com o imóvel alugado por um valor um pouco mais baixo do que estar com o bem parado. Arcar com todos os custos por não ceder a uma boa negociação para as partes é sempre uma saída menos rentável”, avalia.

Cuidados na hora da locação

Para os interessados em alugar, Giovani Oliveira, da Apsa, aconselha analisar bem o imóvel antes de fechar contrato. “O futuro inquilino deve fazer uma análise do seu estilo de vida e das possibilidades oferecidas pelo imóvel e pelas adjacências antes de tomar a decisão final. Já vimos casos de pessoas desistirem por conta do barulho da rua no período noturno e outros por não terem opções adequadas de acesso ao trabalho, por exemplo”.

Oliveira orienta, ainda, fazer um estudo detalhado das contas. “É preciso avaliar se a vida financeira é estável e se os ganhos mensais cobrem os custos. Sugerimos que não ultrapassem 30% da renda familiar”, orienta.

Escolhido o imóvel, o próximo passo é analisar a documentação. Checar se as contas estão em dia, se o regimento interno do condomínio está de acordo com o futuro uso do imóvel e deixar os documentos prontos para dar entrada na solicitação. “Muitas vezes, diversas pessoas estão interessadas no local. Ter toda a documentação necessária ajuda a avançar rapidamente na fila dos solicitantes e conquistar o acordo”. E ler o contrato, segundo o especialista, garante a igualdade de direitos e deveres das partes, diz o especialista.

Na locação, além de uma série de documentos a serem entregues pelo inquilino, é preciso também que este apresente um tipo de garantia locatícia. Essa medida tem como objetivo garantir ao locatário ou à administradora que o pagamento será feito até o fim do contrato. As formas mais comuns são o seguro-fiança, o fiador e o depósito-caução. O advogado Paulo Cruz, especialista em direito imobiliário, explica que cada uma das formas de aluguel tem suas particularidades, como benefícios e cuidados a serem tomados. “Embora o fiador seja a opção mais usual, alguns proprietários preferem usar outros tipos de garantias. O ideal é estar atento às regras que devem ser cumpridas”, aponta.