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terça-feira, 25 de julho de 2017

Matéria veiculada pelo Jornal O Globo com a participação do sócio Paulo Cruz alertando sobre os cuidados na renegociação de dívidas com as operadoras de cartão de crédito.

Dicas para negociar - ou renegociar - dívidas no cartão de crédito

De acordo com especialista em direito do consumidor, esta é uma das modalidades de crédito mais usada, superando o cheque especial.

 

RIO – O cartão de crédito é um dos itens mais comuns nas carteiras dos brasileiros. Pesquisas apontam que cerca e 78% da população brasileira faz uso constante desta modalidade de pagamento, superando, inclusive, o cheque especial. Muitos, no entanto, perdem o controle do uso do cartão e acabam se endividando cada vez mais. Com as novas regras do crédito rotativo, a atenção deve ser redobrada. Muita gente que recebeu um dinheiro extra das férias, mas não pretende viajar, ou vai este mês sacar os valores do FGTS Inativo, tem uma boa oportunidade de renegociar e, quem sabe, quitar parte das dívidas do cartão de crédito.

Mas, para não cair em armadilhas das operadoras de crédito, o advogado Paulo Cruz, especialista em direito do consumidor, preparou algumas dicas para quem usa o cartão e quer saber como se prevenir de dívidas e, quando necessário, saber negociar (ou renegociar) as dívidas com as financeiras.

– As operadoras não possuem interesse em perder o cliente, tampouco este deseja ficar sem um serviço que facilita a maior parte das transações financeiras. Por isso, se o consumidor se endividar, nada de pânico. O primeiro passo é procurar a operadora de crédito – aconselha Cruz.

Confira abaixo as orientações do advogado.

ENTRE EM CONTATO COM O SEU CREDOR

 
O momento é altamente favorável para a negociação de dívidas, pois, devido à crise econômica, as empresas sabem da dificuldade do cliente em conseguir crédito para quitar dívidas, diz Cruz. Por isso, antes de meter os pés pelas mãos, o conselho é procurar o mais rapidamente possível o seu credor.

PERGUNTE QUAL O CUSTO EFETIVO DA DÍVIDA

Toda pessoa tem o direito de saber qual o verdadeiro valor que será cobrado, já acrescido de todo tipo de juros, encargos, taxas e impostos.

INSISTA EM UMA NOVA PROPOSTA

Se a negociação com o seu credor não está condinzente com sua realidade, insista em uma nova proposta que atenda a seu perfil. As duas partes envolvidas na questão – o cliente e a operadora de crédito – têm interesse em solucionar a questão o mais rapidamente possível. Portanto, diz o especialista em direito do consumidor, mantenha sempre um diálogo franco com a instituição, a fim de chegar um valor justo para ambos.

ESTABELEÇA PARCELAS FIXAS

Ao chegar a um acordo, a exigência por tabelas fixas é importante para fugir do rotativo do cartão de crédito. O advogado ressalta a importância de ler todo o contrato antes de assinar e/ou concordar com o mesmo.

É HORA DE PEDIR UM EMPRÉSTIMO?

 

 

O ideal é que a dívida seja quitada com dinheiro próprio, mas, caso seja necessário tomar um empréstimo que possua juros menores que o cartão de crédito, não hesite, aconselha Cruz.

 

BUSQUE ORIENTAÇÃO DE UM ESPECIALISTA

 

Se após um bom período de negociação a empresa continuar a colocar entraves ou exigências infundadas, talvez seja o momento de procurar auxílio judicial para sanar a questão. Nessa hora, afirma Cruz, a intermediação de um advogado pode ser fundamental para a resolução do caso.

TENHA AS CONTAS NA PONTA DO LÁPIS

 

 

Para evitar dores de cabeça futuras, tenha sempre um controle sobre suas despesas, bem como do momento certo de contratar serviços com taxas extras (como rotativo do cartão, cheque especial e empréstimos consignados, por exemplo).

 

Link: https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/dicas-para-negociarou-renegociardividas-no-cartao-de-credito-21604330